Projetos

projetosVários projetos, nas mais diversas áreas da Cultura e Educação já estão sendo pensados com a participação e o envolvimento do Teatro Teresa D’Ávila.
Dentre eles está o PROJETO HISTÓRIAS DO BRASIL, que lança um olhar aguçado para a importância da formação de plateia. Principalmente para os estudantes do Ensino Médio.
O projeto prevê a montagem de espetáculos com conteúdo histórico, direcionados à venda para escolas públicas (através das Secretarias de Educação), particulares e outras instituições. Além da apresentação da peça (nos períodos da manhã ou tarde), fechado para grupos previamente agendados, a projeto contempla:

Pacote Educativo (Texto da peça e Caderno do Professor).

Debate pós-espetáculo – Com a participação de um educador e mediador.

O Mandarim do Imperador

omdiO Mandarim do Imperador

A incrível aventura vivida por um jovem republicano e o intrépido fantasma de um servidor de D. Pedro II

Raiava o século XX e com ele a República do Brasil. O Rio de Janeiro passava, durante a primeira década republicana, por uma das fases mais turbulentas de sua existência. Grandes transformações de natureza econômica, social, política e cultural precipitaram-se com a mudança do regime político e lançaram a capital em febril agitação.
Problemas de habitação, abastecimento de água, de saneamento e de higiene viram-se agravados de maneira dramática com o mais violento surto de epidemias da história da cidade. A varíola e a febre amarela vieram juntar-se às tradicionais matadoras, a malária e a tuberculose.

Em 1902, Rodrigues Alves assume o governo federal, iniciando sua gestão com um programa intensivo de obras públicas, que conseguiu dar início à recuperação econômica. Para isso, deu poderes para o engenheiro Pereira Passos, nomeado prefeito, e para Oswaldo Cruz, nomeado diretor do serviço de saúde.

Já em 1904, o trabalho de demolição das casas para abrir a Avenida Central terminara, e 16 novos edifícios estavam sendo construídos. A inauguração aconteceria em 15 de novembro do ano seguinte, em meio a grandes festas, já com serviço de bondes e iluminação elétrica.
E é neste eufórico dia, em que se comemorava o simbólico renascer da capital, que nossa história tem início.

Felício Mathias, jovem leiloeiro, de ideais republicanos, pagou generosos anúncios na imprensa carioca alertando a população elegante da cidade que seu estabelecimento, situado na ainda requintada Rua do Ouvidor, estaria realizando, no dia dos festejos nacionais, um imperdível pregão.
Tendo herdado a prestigiada casa comercial de seu velho pai, que fora monarquista até a morte, Felício ficara conhecido por comercializar quinquilharias do império, que naquela altura ainda possuía inúmeros apóstolos da restauração.