Repensando o protagonismo. Uma análise do filme Karai Há’egui Kunhã Karai’ete - Os verdadeiros líderes espirituais de Alberto Alvares

Autores

  • Susana Madeira Dobal Universidade de Brasília
  • Josianne Diniz Gonçalves Universidade de Brasília

Resumo

A dependência da escrita pela historicidade ocidental faz com que as sociedades indígenas tenham dificuldade de contar sua própria história e perpetuar seus saberes. A apropriação dos meios de comunicação, sobretudo, do cinema pelas sociedades indígenas contribui para a preservação da memória e o repasse de saberes, mas levanta questões sobre o que seria o protagonismo nesse contexto. Pode-se indagar primeiramente se o cineasta indígena conseguiria preservar seus valores e culturas, já que o aprendizado da linguagem audiovisual levou muitas vezes a propostas de um cinema limitado por perspectivas que reproduzem valores estéticos e narrativos transmitidos aos indígenas, não necessariamente condizentes com os saberes que querem perpetuar. Para a reflexão dessas questões será investigado o filme Karai ha'egui kunha karai 'ete - Os Verdadeiros Líderes Espirituais, de Alberto Alvares, a fim de examinar as nuances do protagonismo indígena nesse tipo de produção audiovisual. 

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Publicado

2018-07-05

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Artigos