HISTÓRICO
O Instituto Santa Teresa, Entidade Mantenedora das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila (FATEA), organização civil sem fins lucrativos, com sede e foro em Lorena, na avenida Dr. Peixoto de Castro, 539, Vila Celeste, foi fundado em 19 de dezembro de 1954. Seu estatuto original foi registrado no Cartório de Registro de Imóveis e Anexos de Lorena, em 23 de março de 1956, sendo reconhecido pelo Ministério da Educação como entidade filantrópica no mesmo ano e declarado de utilidade pública, em 1973, pelo Decreto n. 72.631.
Constituído e organizado pelas Filhas de Maria Auxiliadora, conhecidas como Salesianas de Dom Bosco, Instituição fundada por Dom Bosco, em 1854, cujo nome advém de São Francisco de Sales, foi aprovada e reconhecida como pessoa jurídica e autônoma em 1/3/1869, com a missão de dedicar-se à educação. Nesta Sociedade, o Instituto Santa Teresa (IST) vincula-se ao Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (Salesianas/FMA), que nasceu em Mornese, Itália, em 5 de agosto de 1872. Seus fundadores foram D. Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello.
O Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora iniciou suas atividades educacionais no Brasil, inaugurando sua primeira obra em Guaratinguetá, São Paulo, o Colégio do Carmo, em 1892.
Atualmente, o Instituto das FMA constitui uma “rede mundial de educação e solidariedade”, inserida em múltiplos contextos culturais espalhados em 87 países dos cinco continentes, com mais de mil e seiscentas comunidades educacionais e cerca de um milhão de alunos de todos os níveis de ensino, da educação infantil à universidade.
As Salesianas, no Brasil, acham-se congregadas em nove “Inspetorias” ou divisões regionais:
- Belo Horizonte/MG (MG, GO, DF);
- Campo Grande/MS (MS e Oeste de São Paulo);
- Cuiabá/MT (MT e suas reservas indígenas);
- Manaus /AM (AM, PA, RO);
- Manaus/AM (Reservas indígenas);
- Porto Alegre/RS (PR, SC, RS);
- Recife/PE (CE, RN, PE, PB, BA);
- Rio de Janeiro/RJ (ES e RJ); e
- São Paulo/SP (SP).
São 81 escolas, acolhendo cerca de 84 mil estudantes.
A Inspetoria de São Paulo é responsável pela direção da Entidade Mantenedora Instituto Santa Teresa, sediado em Lorena, Vale do Paraíba.
O Instituto tem por objetivos: desenvolver atividades educacionais, culturais, assistenciais e beneficentes; fomentar a pesquisa científica; e dedicar-se à promoção da pessoa humana, sem distinção de raça, sexo, idade, cor, religião, credo político e condição social, regendo-se pelo estatuto social e pela legislação vigente. Instituição cristã, recebe, há quase 50 anos, a comunidade lorenense e valeparaibana, para educar para a transcendência.
Governado por uma Assembléia Geral, uma Assembléia Administrativa e uma Diretoria, formada pela diretora presidente, vice-presidente, secretária e tesoureira, sua trajetória educacional inicia-se em 1957 com o curso primário, seguindo-se o ginásio (1958), o curso colegial clássico e científico, e o curso normal, na década de 60.
Do ensino fundamental e médio, estendendo-se pela educação profissional, com os cursos de Técnico em Enfermagem, Segurança do Trabalho, Farmácia, Artes Cênicas, Administração, Informática, Meio Ambiente, Nutrição e Dietética e Química, até a educação superior, o Instituto Santa Teresa disponibiliza ao aluno ampla gama de oportunidades.
Na educação superior, sua experiência data dos anos cinqüenta, quando respondeu pelos cursos de Filosofia, Teologia-Catequética, Letras, História e Pedagogia com habilitação em Sociologia, Economia Doméstica e Psicologia, da Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena (atual UNISAL), como sua subsede.
Em 1968, o CFE autorizou a instalação da Escola Superior de Ciências Domésticas e Educação Rural, que em 1974 integrou-se às Faculdades Teresa D’Ávila, com os cursos de Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas e Desenho, Biblioteconomia e Economia Doméstica.
Em 1988 formalizou-se a transferência em definitivo, da sede e do Curso de Letras, que funcionava na Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, mantido pela antiga Inspetoria Salesiana de São Paulo, em definitivo, para as Faculdades Integradas Teresa D’Ávila, sob a mantença do Instituto Santa Teresa, que, antes, de 1957 a 1975, já respondera por sua orientação.
Oferecendo-se novas opções aos estudantes da região, são autorizados a Faculdade de Fonoaudiologia e os cursos de Decoração e Desenho Industrial, com as habilitações em Projeto de Produto e Programação Visual, em 1990.
De 1991 a 1995 a FATEA, mantida pela União Social Camiliana, esteve sob orientação dos padres camilianos, como campus do Centro Universitário São Camilo, de São Paulo, logo após a instalação do Curso de Fonoaudiologia, o que permitiu incrementar o entendimento e o funcionamento do curso da área da Saúde, conhecida especialidade daqueles religiosos. Em janeiro de 1996 a FATEA voltou para a mantença das Irmãs Salesianas, conforme a Portaria MEC n. 2.277/97.
Em fevereiro de 2000 é autorizado o curso de Comunicação Social, que habilita em Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Rádio e Televisão, e Relações Públicas; em 24 de julho de 2001, os Cursos de Enfermagem e Administração, com as habilitações: Finanças, Gestão de Sistemas de Informação, Gestão Empresarial e Estratégica e Recursos Humanos. Em fevereiro de 2002, o MEC autoriza a instalação do curso de Biologia e em outubro, o Instituto Superior de Educação e o curso Normal Superior. O Instituto Superior de Educação destina-se a acolher todas as licenciaturas.
De 2003 a 2005, a Fatea procura consolidar seus cursos, definindo cargos e funções, construindo laboratórios e o Biotério, atualizando os equipamentos do laboratório de Idiomas e a Vídeo-Conferência, otimizando o e a qualidade dos equipamentos, adquirindo livros e material didático para a Biblioteca, criando cursos de extensão e especialização, capacitando funcionários, financiando Mestrado e Doutorado de seus professores, participando com bolsas de estudo do Projeto Estadual Escola da Família, Teia do Saber, Projeto Nacional PROUNI e Projetos da Prefeitura Municipal para aperfeiçoamento de gestores de creches, professores municipais e outros.
Tendo aumentado o número de alunos, construiu um prédio com 16 salas de aula, sala de conferências, auditório para cinema e audio-visuais, Biblioteca Geral e Biblioteca Infantil, sala de periódicos, de coordenação pedagógica, de coordenação de cursos, sala de professores, galeria e hall de exposições e central de provedores.
Todo esse crescimento exigiu uma reforma total das redes elétrica, telefônica e de computadores, pois a área administrativa, a Biblioteca estão informatizadas, com Rede de Internet e seis laboratórios de Informática para o uso didático, além da Rádio AM, a gráfica Santa Teresa, os estúdios de fotografia, rádio e Televisão.
Na área da Extensão Universitária, mantém um reconhecido trabalho, com projetos comunitários por intermédio de sua Pastoral e do serviço de Extensão. O primitivo Núcleo Integrado de Pesquisa, Extensão e Estágio (NIPEES), desdobrou-se em Coordenação de Extensão, de Estágios (NIEES) e Instituto Superior de Pesquisa e Iniciação Científica (ISPIC), com coordenação e revista própria. Há que se acrescentar que a Instituição, já de longa data, presta à comunidade trabalho voluntário em diversas áreas, sempre preocupada com a qualidade de vida de sua comunidade.
A missão da extensão é oportunizar ao aluno a proximidade com realidades, valores e culturas diferentes da sua, incentivando-o ao respeito à pessoa e ao exercício de cidadania, por meio da vivência prática dos conhecimentos acadêmicos, num projeto universitário sintonizado com a realidade local, regional e brasileira.
Cumpre a extensão também, entendida como via de mão dupla, colocar o saber universitário a serviço da sociedade onde se insere, possibilitando que este saber se transforme, se amplie, voltando-se ainda mais a ser concernente com a realidade social.
Uma das vertentes da Extensão, na Instituição, é a Clínica-Escola Fonoaudiológica, o Ambulatório de Enfermagem, abertas à comunidade em especial à de baixa renda, propiciando vivência profissional solidária. Outras experiências acontecem no Lar São José de Lorena, no CEMARI (Centro Social-Educacional Maria Rita Périllier), no Projeto AVES – Ação Voluntária dos Estudantes Solidários: grupos de estudantes trabalhando em bairros periféricos da grande São Paulo e da região valeparaibana, em projetos voltados à melhoria da qualidade de vida.


