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Sinopse da Semana: A Rosa Púrpura do Cairo

A Rosa Púrpura do Cairo (Purple Rose of Cairo, The, 1985)

Direção: Woody Allen

Elenco: Jeff Daniels (Tom Baxter/Gil Shepherd), Danny Aiello (Monk), Mia Farrow (Cecília), Irving Metzman (Gerente do teatro), Stephanie Farrow (Irmã de Cecília),Dianne Wiest (Emma), Edward Herrmann (Henry), John Wood (Jason),Van Johnson (Larry).

Prêmios: Oscar 1986 (EUA) Recebeu uma indicação na categoria de melhor roteiro original.

Glogo de ouro 1986 (EUA)Venceu na categoria de melhor roteiro.Indicado nas categorias de melhor filme – comédia/musical, melhor atriz – comédia/musical (Mia Farrow) e melhor ator – comédia/musical (Jeff Daniels).

BAFTA 1986 (Reino Unido)Venceu na categoria de melhor filme e melhor roteiro original.Indicado nas categorias de melhor atriz (Mia Farrow) e melhores efeitos especiais.

Festival de Cannes 1985 (França)Ganhou o Prêmio FIPRESCI.

Prêmio Cesar 1986 (França)Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

Prêmio Saturno 1986 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)Indicado nas categorias de melhor atriz (Mia Farrow), melhor diretor (Woody Allen), melhor filme de fantasia e melhor roteiro.

Prêmio Bodil 1986 (Dinamarca)Venceu na categoria de melhor filme não europeu.

O Filme

Com uma abordagem da sociedade do século XIX, o filme A Rosa Púrpura do Cairo retrata a influência da comunicação de massa no cotidiano das pessoas, focando especificamente as mulheres desta época.

Mostrando o comportamento da sociedade por meio do dia-dia de um casal (personagens principais), o filme retrata temas como a subordinação da mulher, o machismo, o preconceito e as constantes humilhações sofridas pela categoria feminina. Além disso, é mostrada a influência que o cinema exercia sobre estas mulheres, visto que este era uma das únicas formas de diversão da época.

A abordagem desta realidade do passado permite-nos verificar a importância dos meios de comunicação de massa na mudança de atitudes desta sociedade – após assistir inúmeras vezes ao filme de que mais gostava a personagem principal – Mia Farrow, interpretando Cecília - resolve se revoltar contra as barbaridades cometidas por seu marido (humilhações, traições, descaso) e sai de casa. O filme retrata, portanto, comportamentos sociais que começavam a surgir, levando as mulheres a perceberem que possuem direitos iguais aos homens.

A Rosa Púrpura do Cairo evidencia a já então dificuldade de se conseguir emprego. Após sair de casa, cansada de sofrer nas mãos do marido, Cecília consegue trabalho em um estabelecimento, mas pouco tempo depois é despedida, tendo que voltar para a casa do marido por não conseguir outro local de trabalho.

A obra aborda ainda questões exageradamente surreais: um personagem do filme exibido no cinema apaixona-se por sua espectadora – personagem principal de “Rosa Púrpura” – e saí da “telona” para viver este grande amor, enfrentando inúmeras barreiras para ficar com sua amada. (“Pena que no final ela decide ficar com outro personagem, o criador do filme!”).

“Um dos melhores filmes sobre cinema jamais realizados” (Time Magazine), A Rosa Púrpura do Cairo de Woody Allen se funde por meio da lente das convenções cinematográficas para criar uma fábula mágica, “intoxicante” (Cosmopolitan) e cômica sobre a vida, ilusão e esperança. Filme indicado ao Oscar exibe Allen “criativo e sensível, capturando a magia do cinema” (Screen International) em toda sua glória! Woody Allen, em seu 13º filme, faz uma homenagem ao cinema e influencia as pessoas a mudar o rumo de suas vidas. Destaque para a seqüência final ao som de Cheek to Cheek.

Voltar ao topo filme, indicado ao Oscar de melhor roteiro em 1986, caiu rapidamente nas graças dos cinéfilos porque tematiza, com uma metáfora original e impagável, a relação complexa e difícil de definir entre os fãs de cinema e as películas projetadas na tela gigante. Um acontecimento extraordinário fornece a base sobre a qual o longa-metragem se desenvolve: o protagonista de um filme se apaixona por uma espectadora, abandona o papel e sai da tela para conhecê-la pessoalmente.

É uma premissa simples que Woody Allen desenvolve com a eficiência habitual. Há uma diferença crucial, contudo, entre A Rosa Púrpura do Cairo e todos os projetos anteriores do diretor: o filme de 1985 tem o ponto de vista de uma personagem feminina – e Allen faz isso muito bem. Cecilia (Mia Farrow) trabalha como garçonete em Nova Jersey, no início dos anos 1930, durante a Grande Depressão americana. A solitária garçonete é perdidamente viciada em filmes hollywoodianos. Cativada por seu mais novo favorito, A Rosa Púrpura do Cairo, Cecília fica totalmente surpresa quando o astro principal (Daniels) repentinamente sai da tela para conhecê-la. Encantada por seu charme, Cecília se apaixona por ele, até que ela encontra o ator de verdade que o interpreta. Enamorada tanto pelo personagem fictício, quanto pelo famoso astro, Cecília luta para estabelecer a linha entre a fantasia e a realidade, apenas para descobrir que tal linha, às vezes, está apenas à distância de uma batida do coração.

A personagem é uma mulher sonhadora, casada com o brutamonte Monk (Danny Aiello). Monk passa ao dias bebendo, jogando pôquer com os amigos e saindo com outras garotas. Para completar, bate em Cecilia. A válvula de escape dela é o cinema. Cecilia é apaixonada por filmes românticos, e vai ao cinema quase todas as noites, muitas vezes para ver o mesmo longa.

Mia Farrow compõe a protagonista com perfeição. Cecilia tem o ar frágil e sonhador (ela quebra pratos e esquece-se de servir os clientes da lanchonete) que a personagem exige.

A Rosa Púrpura do Cairo, claro, funciona melhor para amantes do bom cinema, cuja relação com a tela grande ultrapassa em muito o mero rótulo do entretenimento fácil. Muita gente respira a Sétima Arte. Essa minoria estabelece com os filmes uma relação orgânica, viva, quase como se as películas fossem seres humanos – algo que o filme transforma em verdade. A temática transforma o longa de Woody Allen em um produto extremamente atual; afinal, milhões de pessoas no mundo inteiro têm, em seus pensamentos, relacionamentos com as imagens eletrônicas dos seus ídolos parecidos com a relação que Cecilia cria com o explorador Tom Baxter (Jeff Daniels).

Muitas das situações geradas como conseqüência da fuga do personagem da tela de cinema são engraçadíssimas. Algumas das melhores seqüências de A Rosa Púrpura do Cairo surgem dos momentos de tédio que os outros atores do filme dentro do filme experimentam, enquanto aguardam que Baxter interrompa sua aventura na vida real e volte para atuar até o fim.

A abordagem da idéia principal de A Rosa Púrpura do Cairo nos permite refletir sobre os seguintes questionamentos:

A mídia influencia as atitudes da sociedade, de forma positiva e ou negativa?

Por meio dos meios de comunicação, novos comportamentos são criados?

Os meios de comunicação permitem a exposição da cultura da época?

Referências

http://www.blockbusteronline.com.br/item/41634/dvd+a+rosa+purpura+do+cairo/

http://www.cinereporter.com.br/dvd/rosa-purpura-do-cairo-a/

http://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/a-rosa-purpura-do-cairo/id/344

http://www.cineplayers.com/filme.php?id=1595

http://melhoresfilmes.com.br/filmes/a-rosa-purpura-do-cairo

Author: Pedagogia Categories: Sinopse da Semana Tags:
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