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Resenha do Cinéfilo- Setembro – Vidas secas

16, setembro, 2013

Vidas secas  (Brasil, 1963)

Direção: Nelson Pereira dos Santos

Elenco Principal: Átila Iório ( Fabiano), Genivaldo Lima, Gilvan Lima, Orlando Macedo ( soldado amarelo), Maria Ribeiro ( Sinhá Vitória), Jofre Soares (fazendeiro), Pedro Santos, Maria Rosa, José Leite, Antônio Soares.

Prêmios: Festival de Cannes 1964 (França) recebeu o Prêmio do OCIC e o prêmio dos cinemas de arte. Foi indicado à Palma de Ouro. Resenha de Cinema de Gênova 1965 (Itália) – Foi considerado o melhor filme daquele ano.

VIDAS SECAS Resenha do Cinéfilo  Setembro   Vidas secas

Transpor palavras de um livro para imagens em movimento não é uma tarefa fácil. Poucos conseguem fazer isso, combinando fidelidade ao texto original e apuro estético na concepção da obra final.

Em 1963 essa tarefa de poucos, foi realizada por Nelson Pereira dos Santos com “Vidas secas”, roteiro baseado no livro homônimo de Graciliano Ramos. De acordo com os letreiros iniciais, as filmagens foram em Minador do NegrãoPalmeira dos Índios, sertão de Alagoas.

O cineasta: Nelson Pereira dos Santos é um dos grandes nomes do cinema brasileiro, pertencente à geração do Cinema Novo, cujo movimento é conhecido pelo lema “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”, criado no início da década de 1960. Neste filme, fica perceptível a influência marcante do neorrealismo italiano e o filme se tornou um dos mais conhecidos do movimento, que abordava problemas sociais do Brasil.

“Vidas secas” foi o único filme brasileiro a ser indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca.

O livro/filme conta a história de uma família de retirantes nordestinos, composta por Fabiano, sua mulher Sinhá Vitória e seus dois filhos. Além destes, completam marginalmente a família, a lendária cachorra Baleia e um papagaio.

Após contínua e exaustiva caminhada pela área nordestina, encontram uma fazenda abandonada, a qual futuramente passará a ser a moradia temporária do grupo. Fabiano consegue um emprego de vaqueiro e a família se vê instalada nas mediações da fazenda. A região parece amaldiçoada, seria o Inferno? Muita pobreza, seca, fome, além de outros problemas agravam a vida de um homem, ignorante sem igual, analfabeto, humilde, ingênuo que no final das contas, a única coisa que quer é um meio digno para sobreviver em meio a terra do sol. Contexto típico de muitos nordestinos, história comum a milhões de brasileiros, que depois de muita procura e tentativas pelo sertão, partem para o sul em busca de uma vida melhor.

O ano em que a história da obra se passa, 1941 a 1942, ajuda a reforçar o apelo do filme sobre outros países. Enquanto os europeus sofriam terrivelmente, por causa da guerra, os brasileiros também sofriam terrivelmente, mas sem ter uma guerra; é apenas o cotidiano daquelas pessoas: sofrer.

Mas junto com todo o sofrimento, o filme trata, acima de tudo, da esperança. Começa com as personagens viajando, na esperança de melhores condições de vida, e termina nessa mesma esperança, mostrando que mesmo nesse cenário desolador, “esquecido por Deus”, é necessário sempre sonhar para poder seguir em frente.

O filme utiliza pouquíssimos diálogos, planos longos e lentos, focado na vida familiar e no convívio social. Fotografia em preto e branco, característica que nos deixa com mais contraste a caatinga nordestina, enaltecendo a violência do sol. O filme trata basicamente do sofrimento das pessoas, da miséria e da condição desumana em que vivem. Um detalhe importante para o entendimento do filme é uma analise semiótica sobre a cachorra Baleia, primeira personagem a aparecer no filme e de certo modo, a mais inteligente e humana da obra. Membro essencial da família, uma das únicas diversões aparentes dos meninos, Baleia é bastante discriminada, fica sempre com os restos de comidas, e se contenta com pouco. Ao final, muito magra e sem pelo tem um fim trágico, polêmico e muito triste.

O livroGraciliano Ramos começou a conceber o livro depois de escrever Baleia, inicialmente um conto publicado em jornal, que foi bem recebido.

O romance é narrado em terceira pessoa e como o autor não dá nenhuma localização temporal, podemos dizer que “Vidas secas” é uma obra atemporal, clássica, jamais envelhecerá. A escolha do foco narrativo em terceira pessoa é emblemática, uma vez que esse é o único livro em que Graciliano Ramos utilizou tal recurso. Trata-se, na verdade, de uma necessidade da narrativa, para que fosse mantida a verossimilhança da obra. Por causa da paupérrima articulação verbal das personagens, reflexo das adversidades naturais e sociais que as afligem, nenhum parece capacitado a assumir o posto de narrador.

O autor utilizou também o discurso indireto livre, forma híbrida em que as falas das personagens se mesclam ao discurso do narrador em terceira pessoa. Essa foi a solução para que a voz dos marginalizados pudesse participar da narração sem que tivessem de arcar com a responsabilidade de conduzir, de forma integral, a narrativa.

O romance apresenta uma estrutura narrativa que pode ser considerada aberta. Graciliano Ramos não é um narrador que conta apenas os fatos que acontecem. Ele dá voz às personagens para que cada um – inclusive os animais – se coloque enquanto indivíduo naquele meio adverso.

Daí se dizer que os animais são humanizados, já que colocam a sua visão com relação a sua condição “humana”. Em contrapartida, as personagens são animalizadas. Incapazes de articular seus pensamentos, podem ser facilmente comparadas a um papagaio, que só reproduz. Quando Sinhá Vitória mata o papagaio para que a família o comesse, eles estariam comendo, um semelhante, um igual.

A descrição se sobrepõe à narração e esta ao diálogo. As personagens pouco falam e, quando falam, geralmente têm seu discurso diluído no do narrador, num discurso indireto livre. Comunicam-se ainda menos. Não são raras às vezes em que há fala, mas a comunicação é nula. Isso acontece quando o Soldado Amarelo dá a Fabiano ordens que ele não entende (causando a prisão do mesmo por motivos que o próprio não compreende), quando Vitória diz a um dos seus filhos que “inferno” é uma palavra feia e ele ganha mais admiração pelo lexema por ser uma palavra bonita e ao mesmo tempo ruim. Compreender um ao outro é o que parece ser de menor importância, pois tudo que lhes é necessário é uma questão de sobrevivência acima de convivência.

Dividido em 13 capítulos independentes, que não apresentam ligação formal entre si, apenas temática, “Vidas secas” (1938) chegou a ser chamado por Rubem Braga de “romance desmontável”. Os títulos dos capítulos são objetivos, assim como é objetivo o próprio título da obra, que possibilita uma leitura no sentido próprio de complementar, sem deixar de ser antagônica. Assim, há capítulos intitulados como Mudança, Cadeia, Festa, O soldado amarelo, O mundo coberto de penas.

Graciliano, além de ser considerado, por grande parte da crítica, como o nosso melhor romancista moderno, é tido como o autor que levou ao limite o clima de tensão presente nas relações homem/meio natural, homem/meio social, capaz de transformar culturas. Foi maior que seus contemporâneos porque preferiu a síntese ao expositivo, o psicológico ao social. Nas palavras do crítico Antônio Candido, “achou a condição humana intangível na criatura mais embrutecida”. A aversão ao desleixo formal distanciou Graciliano de certa corrente modernista. Na técnica, o escritor firmou-se como herdeiro do realismo psicológico machadiano.

Por um lado, o cunho social de “Vidas secas” lhe garantiu afinidade com outros preceitos da Semana de Arte Moderna de 1922, que descrevia a realidade do país tornando protagonistas certos tipos brasileiros. Por outro lado, Graciliano encontrou insatisfação entre companheiros políticos. Teve inúmeros atritos com membros do Partido Comunista (ao qual, apesar disso, ele mesmo viria a se filiar em 1945), que viram como negativa a atitude “subserviente” de Fabiano ao ser preso pelo soldado amarelo, personagem – alegoria do Estado.

Mas Graciliano não se rendeu às críticas e manteve sua prosa a salvo do discurso pobre que servia de base à literatura engajada. “Vidas secas”, publicado em 1938, tem no “espaço” o elemento a estruturar a história, uma vez que é em função dele que as personagens são o que são e que toda a trama se desenrola. Espaço e indivíduo estão estritamente ligados – o espaço aparece como ambiente que condiciona a personagem e ao qual a personagem reage. A luta pela sobrevivência, os modos de ser, as condições precárias de existência nordestina, são contadas de forma coesa. O escritor não deixa as personagens serem vistas apenas como tipos representativos de um problema social, mas como pessoas reais, que são transformadas culturalmente por meio das agruras do Nordeste.

Graciliano quer contar uma história, não criar herois. Não se trata de gente melhor ou pior que qualquer outro sertanejo que por ali vivesse. Eles lutam contra o chão, o sol, contra a própria ignorância, a desonestidade dos ricos, contra a tristeza e, principalmente, contra a miséria. Fabiano nem sabe conversar. Quando tem que falar, se confunde, se atrapalha, tenta emular, sem sucesso, o discurso de um compadre esclarecido. Quando fala à mulher, é com interjeições monossilábicas. O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.

Graciliano Ramos – (1892-1953) nasceu em Quebrângulo, Alagoas. Estudou em Maceió, mas não cursou nenhuma faculdade. Após breve estada no Rio de Janeiro como revisor dos jornais “Correio da Manhã” e “A Tarde”, passou a fazer jornalismo e política, elegendo-se prefeito em 1927. Foi preso em 1936 sob acusação de comunista e nesta fase escreveu “Memórias do Cárcere”, um sério depoimento sobre a realidade brasileira. Depois do cárcere morou no Rio de Janeiro. Em 1945, integrou-se no Partido Comunista Brasileiro. Graciliano estreou em 1933 com “Caetés”, mas é “São Bernardo”, verdadeira obra prima da literatura brasileira. Depois vieram “Angústia” (1936) e “Vidas secas” (1938) inspirando-se em Machado de Assis.

“Vidas Secas” figura entre os livros mais importantes da literatura brasileira, tendo ganhado, em 1962, o prêmio da Fundação William Faylkner (EUA) como livro representativo da Literatura Brasileira Contemporânea. Também conquistou um enorme público, tendo vendido até então mais de um milhão e meio de exemplares, enquanto é leitura obrigatória em muitos vestibulares. O cineasta Nelson Pereira dos Santos realizou uma bem-sucedida versão homônima de Vidas Secas em 1963, reforçando aspectos atuais do país.

Enquanto “Vidas secas” é um ícone do cinema nacional, um filme indispensável para qualquer amante da sétima arte, uma sucessão de acontecimentos que consegue, de  forma única, tocar qualquer um que o assista, o livro é daqueles para ser lido e relido, para ser apreciado a cada frase. Nada ali está por acaso, e depois de 75 anos, o romance está ainda mais forte. Trata-se de um clássico da literatura. Vale a pena conferir!

Olga Arantes

“O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos.”
Graciliano Ramos


REFERÊNCIAS:

Ramos, Graciliano. Vidas secas. Ed.Record,2003 (publicado originalmente em 1938)
omundodoscinefilos.blogspot.com/…/passar-um-livro-para-as-telas-nao-e…
www.ligadosfm.com/2012/04/19-resenha-critica-vidas-secas.html
www.cineplayers.com/critica.php?id=978
graciliano.com.br/site/…/filme-vidas-secas-1963-nelson-pereira-dos-sant…
www.adorocinema.com › Filmes

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Sinopse do mês de Outubro – A invenção de Hugo Cabret

19, outubro, 2012

A Invenção de Hugo Cabret. (EUA, 2011)

Direção: Martin Scorsese
Roteiro: John Logan, com base no livro de Brian Selznick.
Elenco: Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Ray Winstone, Christopher Lee, Richard Griffiths, Frances de la Tour, Michael Stuhlbarg, Helen McCrory e Jude Law.                                                              Prêmios: indicado a 11 Oscar ( na 84ª cerimônia) ganhou  cinco prêmios nas categorias efeitos visuais, mixagem de som, edição de som, fotografia e direção de arte.

“A invenção de Hugo Cabret” traz a clara mensagem de que o tempo é implacável, mesmo para aqueles que fizeram história, e tiveram grande destaque no que realizaram. Mostra o quanto a fama é descartável, perecível e ingrata, e como acontecimentos da vida (no caso do filme, a guerra) podem fazer com que todo um árduo trabalho feito com dedicação e amor seja esquecido facilmente pelas pessoas.                           Baseado no livro de Brian Selznick, “A Invenção de Hugo Cabret” é uma obra prima que mostra muito o valor de todo tipo de filme que é feito e que à sua maneira, envolve o público falando de épocas e sonhos que fizeram dessa arte uma das mais adoradas.                                                                                                                         O roteiro de John Logan passa uma mensagem bonita sobre as produções cinematográficas de antigamente. A parceria entre o cineasta Martin Scorsese e o designer de produção Dante Ferretti é marcada por trabalhos cênicos estilizados e bem realizados, que mergulham o espectador no universo pretendido pelo diretor.

No filme a cidade é retratada em tom de fábula, com cores ricas e quentes e, parecendo iluminada a lamparinas a óleo. Um trabalho de design de produção

meticuloso e deslumbrante, rico em detalhes.

“A Invenção de Hugo Cabret”, nos minutos iniciais da película, mostra toda a bela ambientação com uma varredura panorâmica de uma Paris iluminada seguida de um passeio da câmera pela estação de trem, seus interiores escondidos e as engrenagens de seus relógios.

Feita a ambientação somos apresentados ao menino Hugo Cabret. Ele mora nas galerias ocultas da estação, sobrevive de pequenos furtos e passa boa parte do tempo tentando evitar as investidas do Inspetor do lugar e seu cão de guarda. Está ali desde que seu pai morreu em um incêndio, o que o obriga a viver com seu tio beberrão que cuida dos relógios do local. Tudo o que o pai lhe deixou foi um estranho “autômato”, um boneco mecanizado que tentavam consertar juntos.

Hugo, pelas frestas do relógio, como um projecionista enxerga um filme pela sua cabine, vê o flerte do guarda com a florista, os olhares dos idosos e seus cães,  órfãos perseguidos pela polícia – compreensivelmente, a Paris de Scorsese é a Cidade Luz mítica, dos apaixonados e dos pequenos delinquentes autodidatas.

Sempre fugindo do inspetor que controla a estação, Hugo acaba sendo envolvido em um mistério que abarca seu falecido pai e um comerciante, dono de uma loja de brinquedos. Com a ajuda de sua nova amiga Isabelle, irá tentar desvendar esse grande enigma, que passa e muito pela história da sétima arte.

Cinema é luz, e tudo reflete luz neste filme, e Scorsese deve ter escolhido o garoto Asa Butterfield para protagonizá-lo porque, com seus olhos azuis gigantes, o menino talvez seja capaz de absorver mais dessa luz do que qualquer pessoa.
Na busca obsessiva de engrenagens que farão o robô voltar a funcionar, Hugo se confronta com um homem velho e amargo que dirige uma loja de brinquedos. O velho tem uma neta, que leva Hugo a descobrir um componente importante para seu autômato. Daí em diante os dois jovens aventureiros acabam se deparando com um segredo há muito esquecido, que lança nova luz sobre o passado do avô da menina e os levará à história de George Méliès e o nascimento do próprio cinema.

Sendo contada do ponto de vista do garoto, o filme propositalmente adota um olhar inocente, doce, mas sofrido, sobre os acontecimentos que passam pela vida de Hugo, mostrando todas essas emoções de forma bastante intensa, como uma criança veria.

E é com esse olhar que Scorsese mostra todo o seu carinho e admiração pela sua profissão, e por aqueles que a ajudaram a se tornar o que ela é hoje. Além disso, o filme é, ao mesmo tempo, uma aula e uma homenagem ao cinema. Começando pelos irmãos Lumière e seu “show de mágica” com “A chegada do trem na estação” (1896) que apavorava o público, causando a ilusão de que o trem iria na direção da plateia, passando por um delicioso momento de “O Homem mosca” (1923), além de “O Garoto” (1921), “A General” (1927) e outros.

Fica claro como Scorsese respeita e admira esses filmes, por suas qualidades e importância. Ao mesmo tempo, mostra a necessidade de valorizar os grandes nomes do passado, e destacar o seu valor e sua importância para a arte como ela é hoje. Como na cena em que um admirador de Méliès vai à casa dele e diz à sua mulher como o seu marido havia sido importante para ele na sua infância, e vemos o olhar emocionado dela, apresentando sincera gratidão por um agradecimento cada vez mais raro em dias como aqueles, tantos anos depois dos seus momentos de glória.                                                                                                                        Tecnicamente o filme também é brilhante. Apresentando cenários bem desenvolvidos e ricos em detalhes, o filme tem uma primorosa direção de arte, que retrata bem a Paris da década de 30. A fotografia também se mostra competente trazendo um interessante paradoxo entre o tradicionalismo do início do cinema e a tecnologia do cinema atual.

Demonstrando completo domínio da nova linguagem, Scorsese utiliza o 3D não como um arroubo estético, mas como uma maneira de contar histórias. Com uma apresentação inicial completamente sem falas, o diretor passeia com sua câmera pelo belíssimo cenário principal, aproveitando cada detalhe do caprichado design de produção. Reparem, por exemplo, como o cineasta opta por filmar diversos planos em plongée, “diminuindo” assim seu protagonista, perdido em meio a cenários imensos. O diretor trabalha cada detalhe de seu filme, tendo criado vários cenários em tamanho real para afastar a sensação de muitos efeitos especiais. Mas, mesmo assim, o filme é recheado de efeitos e todos eles incrivelmente bem feitos e de tal maneira costurados, dentro do filme, que fica difícil dizer quando acaba a realidade e começa a mágica.
Aliás, “mágica” é mesmo a palavra de ordem nesse filme. Dos momentos iniciais em que a câmera faz enormes e longos travellings por cada mínimo detalhe da estação de trem até os minutos finais da trama.                                                                                  Quem não conhece Méliès (1861-1938) terá em Hugo Cabret, antes de mais nada, uma tocante introdução aos filmes do diretor de Viagem à Lua (1902). Enquanto os irmãos Lumière, criadores do cinematógrafo, filmavam banalidades do cotidiano em seus curtas, Méliès, veterano do teatro de variedades, levou para o cinema seus espetáculos de ilusionismo. Com seus truques de montagem e encenação, o francês foi pioneiro não só nos efeitos visuais como originou, com sua produção de mais de 500 filmes, toda a ideia do cinema como uma fábrica de sonhos.

Neste outubro de 2012, O Cine Clube de Lorena dedica suas atividades ao cinema. Ao lado de um Festival de cinema Amador (Gato Preto), uma semana de Cinema Criança, com sessões destinadas ao público infantil apresenta o filme A invenção de Hugo Cabret” para os estudantes de licenciatura e público interessado.   Nossa intenção é descobrir “os Hugos” perdidos numa grande estação de trem, encontrando na experiência de Martin Scorsese e nas projeções do Cine Clube, uma maneira de continuar com a mágica do cinema para as próximas gerações.                               E quem diria que 117 anos depois da primeira exibição de “A chegada do trem na estação”, a situação de um trem vindo em direção à plateia (desta vez com a ajuda do 3D e com a noção de espaço de Scorsese) ainda seria capaz de causar comoção em um público iludido momentaneamente, pelo poder da imagem em movimento.

REFERÊNCIAS:

www.omelete.uol.com.br/hugo-cabret/…/invencao-de-hugo-cabret-critica/

www.cineplayers.com/critica.php?id=2358

www.jb.com.br/programa/…/02/…/critica-a-invencao-de-hugo-cabret

www.veja.abril.com.br/blog/isabela…/critica-a-invencao-de-hugo-cabret/

www.cineclick.com.br/criticas/ficha/filme/a…de-hugo-cabret/…/2901

Author: Pedagogia Categories: Resenha do Cinéfilo, Sinopse da Semana Tags:

Março – 1ª Semana

2, março, 2012

images Março   1ª Semana

DIRETOR: Carlos Saldanha
COMENTÁRIO: Blu (Jesse Eisenberg) é uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro, mas capturada na floresta, foi parar na fria Minnesota, nos Estados Unidos. Lá é criada por Linda (Leslie Mann), com quem tem um forte laço afetivo. Um dia, Túlio (Rodrigo Santoro) entra na vida de ambos. Ornitólogo, ele diz que Blu é o último macho da espécie e deseja que ele acasale com a única fêmea viva, que está no Rio de Janeiro.

Novembro – 1ª Semana

9, dezembro, 2011

 Novembro   1ª Semana

DIRETOR: José Padilha

COMENTÁRIO: O filme conta a história do capitão Nascimento (Wagner Moura) em sua jornada para tentar localizar um substituto, enquanto tenta manter uma favela segura o suficiente para a chegada do Papa, que irá se hospedar no local. Os acontecimentos ocorrem treza anos após os do primeiro filme. Um dos seus focos é o amadurecimento do então Coronel Nascimento, personagem de Wagner Moura, que tem que lidar com problemas com seu filho adolescente. O diretor afirma que “o filme trata da relação entre segurança pública e financiamento de campanha”. O filme recebeu críticas positivas. E em uma resenha escrita, Luciano Trigo afirma que o filme é um “tapa na cara do espectador” e que tem “um roteiro muito mais ambicioso que o original”.


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