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Arquivo de agosto, 2009

Sinopse da Semana: O MENINO DO PIJAMA LISTRADO

27, agosto, 2009

The Boy in the Stripped Pyjamas (Inglaterra/EUA, 2008 – 1h32 min)
Direção: Mark Herman
Roteiro: Mark Herman, baseado em livro de John Boyne
Elenco: Asa Butterfield (Bruno) ,Zac Mattoon O’Brien (Leon) ,Domonkos Németh (Martin), Henry Kingsmill (Karl), Vera Farmiga (Mãe), David Thewlis (Pai)

O FILME
O Menino do Pijama Listrado se passa em 1940 e tem início quando um menino de oito anos, Bruno, recebe a notícia de que terá que deixar sua confortável casa em Berlim e se mudar com a família para um lugar isolado, no campo. O motivo é a promoção de seu pai, um oficial nazista, que para ele é apenas um soldado. Bruno mora no que considera a casa perfeita, vai à escola, tem amigos e tudo que pode pedir. Uma mudança não estava nos planos do garoto que pretende ser explorador.

Logo que chega à nova casa, pela janela de seu quarto, consegue avistar uma grande fazenda, onde adultos e crianças passam o dia todo vestidos com pijamas listrados. Essa fazenda que ele avista do quarto passa a ser a possibilidade que ele tem de alterar a rotina solitária do lugar e arranjar alguém para brincar. No lugar não tem nada para fazer.
Bruno pergunta à mãe sobre as pessoas estranhas da fazenda, que andam sempre de “pijamas listrados” e é proibido de ir lá, mas seu instinto explorador fala mais alto e o garoto “descobre” um caminho. E lá ele conhece Shmuel, que também tem oito anos, mas vive do outro lado da cerca e forma uma improvável amizade com o menino judeu. Bruno não sabe o porquê de o garoto estar lá.

As visitas ficam cada vez mais freqüentes e, curioso, ele passa a perguntar a seus pais e à sua irmã o que é esse lugar e quem são aquelas pessoas, mas as respostas, ora evasivas, ora negativas, não têm nada a ver com o que seu coração lhe diz.

O local não tem nada de belo e de alegre como ele vê nos vídeos mostrados a seu pai, e o menino judeu não se parece em nada com o monstro desenhado por todos. Então por que ele tem que ser inimigo? Essa é uma das coisas que Bruno não consegue entender. Mas se o amigo Shmuel não pode vir para o lado de cá da cerca, por motivos que ele também não compreende, então talvez seja mais fácil que ele mesmo passe para o lado de lá.

Shmuel (Jack Scanlon), que na metáfora mais óbvia, é um duplo de Bruno, menino da mesma idade que vive do outro lado da cerca que demarca o problema. Ali eles estabelecem essa relação como reflexo num espelho quebrado, em que de um lado existe o arquétipo pronto da vida no quadrante correto, e no outro a expressão de todos os problemas desse quadrante expostos em cada detalhe: no dente cariado, no cabelo raspado, em tudo o tal menino do pijama listrado é o mesmo que Bruno, só que do lado errado da cerca.

O LIVRO
Quem leu o livro homônimo, escrito pelo irlandês John Boyne, em 2007, vai notar algumas diferenças em relação à história mostrada no filme, como a maneira gradativa com que a mãe percebe o absurdo que acontece à sua volta — no livro, desde o começo, ela parece não aceitar a situação –, a idade de Bruno — que tem nove anos no texto de Boyne– e como, no final, a família descobre sobre as visitas do garoto ao campo — na obra literária, eles nunca chegam a ter conhecimento do que realmente aconteceu. A pureza e a ingenuidade nas atitudes do menino enfatizam ainda mais o horror do nazismo, que acaba de uma maneira ou de outra, com a vida de todos.

O fato de o protagonista ser um menino  é o grande diferencial da história.  O tema já é pesado e a forma como ele é apresentado por meio desta trama já bastam para comover o público. Mas o que faz toda a diferença é a visão infantil do protagonista em relação a essa situação tão revoltante e trágica.

COMENTÁRIOS
A direção é clássica e a trilha sonora é bem presente. No fundo, a verdadeira força de O Menino do Pijama Listrado é a história que o longa se propõe a contar. O enfoque maior do filme talvez não seja necessariamente o episódio que narra, mas o tema maior da intolerância étnica que tem voltado a se tornar um problema tão sério que já não pode deixar de ser discutido.

Holocausto, segundo o dicionário Houaiss, é palavra utilizada pela primeira vez no século XIV e diz respeito a um sacrifício hebreu  que  consistia  em  queimar-se inteiramente a vítima.   Por  sua  vez  a  história  contemporânea tratou de ressignificá-la ao nomear a barbárie do extermínio judeu empreendido pelo fascismo hitlerista, fazendo alusão aos modos utilizados nesse assassinato em massa.

Filmes sobre o holocausto são complicados, pois, como tratam de um tema muito delicado, acabam gerando filmes que se transformam em pérolas, ou que acabam odiados e esquecidos. Sobre ele, temos os inesquecíveis: A Lista de Schindler, O Pianista e O Grande Ditador. Então qual o grande atrativo desse filme? O ponto de vista de uma criança inocente. É a inocência que permeia o enredo do filme e se torna a sua maior arma.

Durante o filme, O Menino do Pijama Listrado, o garoto Bruno começa a aprender sobre a ameaça que os judeus “representam”. Como são destruidores e um mal para a nação. Até assiste um vídeo sobre quão bela é a vida dos judeus nos campos de concentração e se confunde com a situação. Ele sabe que deve se manter longe do menino judeu, mas seu tutor diz que se encontrar um judeu bom, o menino seria o melhor explorador do mundo, o que só incentiva Bruno.

Cada conversa entre os dois meninos é de apertar o coração. A diferença entre eles e a forma como o judeu é maltratado incomodam na alma. E os elementos dos filmes que mostram os nazistas estão lá. O soldado cruel existe, mas são todos humanos e sempre sob a ótica de Bruno, que nunca consegue entender a magnitude da situação que está vivendo. Até o pai amoroso permanece impassível durante um espancamento de um judeu em frente de toda a família (afinal, como ele mesmo diz, “Judeus não são pessoas de verdade”). Apesar de toda a crueldade, o menino se torna fiel ao seu único amigo.

Apelando para o estreitamento desse laço de amizade, a ação carrega Bruno até o último limite da sua curiosidade: estar dentro da cerca com Shmuel. O final dele é previsível e existe uma espécie de letreiro de neon piscando desde o começo do filme, nos preparando e dizendo que esse final não é bom, tanto pra Bruno como para Shmuel, e a cena dos garotos se dando as mãos e finalmente apagando as supostas diferenças que os separam faz dos dois uma coisa só.

No livro um dos soldados achou a pilha de roupas e as botas que Bruno acomodara perto da cerca. O comandante descobre que naquele ponto a parte de baixo da cerca não estava tão bem fixada ao chão quanto nas demais e com as pernas bambas, acaba sentado no chão.

“E assim termina a história de Bruno e sua família. Claro que tudo isso aconteceu há muito tempo e nada parecido poderia acontecer de novo. Não na nossa época.”

REFERÊNCIAS:
BOYNE, John.O menino do pijama listrado.São Paulo:Companhia das letras, 2007.
http://www.interfilmes.com/filme_18632_O.Menino.do.Pijama.Listrado-html
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=19268
http://guia.folha.com.br/cinema/ult10044u476969.
http://www.adorocinema.com/filmes/menino-do-pijama-listrado/menino-do-pijama-listrado.asp

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Programação de Agosto: 4ª semana

21, agosto, 2009

28/08/09

oleitor Programação de Agosto: 4ª semanaO LEITOR

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COMENTÁRIO: Um adolescente se apaixona por uma mulher mais velha e vive intenso romance. De uma hora para outra, ela some de sua vida. Cerca de oito anos depois, ele reencontra essa parte de seu passado ao participar de um polêmico julgamento de crimes cometidos pelos nazistas na segunda grande guerra. Dirigido por Stephen Daldry (As Horas) e com Ralph Fiennes, Kate Winslet e Bruno Ganz no elenco. Vencedor do Oscar de Melhor Atriz.

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Programação de Agosto: 3ª semana

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(Inglaterra/EUA, 2008 – 1h32 min)

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4, agosto, 2009

Excepcionalmente não haverá programação do Cine Clube na 1ª e na 2ª semana de Agosto, devido ao cancelamento das aulas em razão da epidemia de Gripe Influenza A no páis.

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